8/11/2012

TRIBUTO A MEU PAI


A vida é cheia de lembranças, boas e ruins e elas marcam nossa história, é por isso que aproveito para homenagear o homem que mais marcou a minha vida, o Sr. Liberalino Nunes. Homem simples, filho de empregada doméstica que desde cedo aprendeu que a vida não é fácil, ainda pequeno os dois, ele e minha avó moram de casa em casa, a aos oito anos de idade já começava a trabalhar.
            Cresceu lá pelos lados dos Campos Elíseos, trabalhador, pois nestas situações que podemos dizer que Deus prepara, conhece a jovem Olga, filha de policial e crente que freqüentava a Primeira Igreja Batista em São Paulo. No início do namoro não entrava na Igreja somente ia buscá-la a porta, mas a Graça de Deus um dia o alcançou entrou e depois de alguns anos se batizou.
            Creio que muito de seus anos são frutos da benção bíblica de honrar pai e mãe, pois assim que casou sempre amparou sua mãe,  mesmo tendo mais uma irmã e um irmão que viveram com o pai, sua mãe,  enquanto viveu sempre teve o amparo do filho.
            Depois de casado vem os filhos, três mulheres e eu o caçula, nasci quando tinha 42 anos, me lembro de várias coisas desde a minha infância, devia eu ter uns cinco anos o esperava quando chegava da faculdade, lá pelas 11 horas da noite, ele então ia jantar e na mesa da cozinha conversávamos.
            Dentre tantas lembranças sempre me recordo dos jogos do futebol no quintal de casa, das bolas de capotão que comprava (e foram várias) para jogar com meus amigos na rua, das vezes que fui trabalhar com você, ora na Nadir Figueiredo como vendedor, ora na polícia na sua repartição.
            Mas nada se compara ao homem reto e digno e honesto, sempre com o coração que é maior do que o seu tamanho, muito nos ensinou. Não posso me esquecer de que desde cedo o acompanhei nos seus trabalhos missionários, mesmo trabalhando a semana toda não tinha preguiça de todo fim de semana pegar a estrada e pregar o Evangelho.
            Deste seu amor por Deus, surgiram quatro Igrejas, e também foi desta época que surgiu o meu apelido de “pastorzinho”, pois sempre andava junto com você. O tempo foi passando, chegou a sua aposentadoria, e com ela a possibilidade de servir a Deus de forma mais livre e intensa.
            Eu cheguei à adolescência e juventude, fase para nós dois um pouco conturbada, às vezes nos desentendemos, mas é normal e da idade, posso dizer que fomos normais, erramos e nos perdoamos, e nisso você foi ganhado netos e eles também passaram a trazer alegria e mais vida a você e a mamãe.
            Mas eu cresci de fato e chega à hora de deixar pai e mãe e lá fui eu  morar nos EUA, parti para novos desafios.
            Mas um mês e meio depois que fui embora recebi uma ligação de que a mamãe tinha ido para o hospital, as semanas passam e o quadro vai ficando cada vez mais difícil, meu coração aperta a cada dia, até que no final de março, venho ao Brasil, passo uma semana, saio daqui com o quadro dela estável, mas depois que fui embora, o quadro só piorou, minhas ligações eram diárias e sua voz era o meu parâmetro, dias ruins para todos nós, até que em Julho na minha chegada ela parte, e pudemos juntos viver aquele momento.
            Doloroso, mas a vida continuava e você foi para os EUA comigo e estava lá quando descobrimos que eu seria pai e você avô mais uma vez, Priscilla estava a caminho, procurei entender o quanto foi doloroso aquele tempo,  afinal viver quase 50 anos ao lado de alguém e perder não deve ser fácil.
          Veio o câncer, mas você resistiu bravamente, sem seqüelas segue a vida,  hoje já é bisavo e com seus quase 85 anos ainda nos ensina que a vida é cheia de coisas boas, e que com Deus vale a pena viver, seu neto caçula, Nathan  me disse outro dia “E muito legar brincar com o vovô.”
            Na verdade pai,  eu acho que ainda tem muitos anos de vida, mas quero fazer este tributo a você  neste  dia, afinal você está cheio de vida, mas de verdade queria escrever,  para dizer que te AMO, Deus te abençoe.
            

7/17/2012

A PESTE DO MUNDO MODERNO


ALCOOL, DROGAS E A FAMÍLIA

                        Diante de inúmeros casos de Álcool e Drogas nas famílias que atendia me interessei a estudar o assunto, o reflexo disso foi que meu Trabalho de Conclusão de Curso na Faculdade de Psicologia foi justamente sobre a dependência química e a importância do tratamento familiar. As drogas acionam o sistema de recompensa do cérebro, uma área encarregada de receber estímulos de prazer e transmitir essa sensação para o corpo todo. Já o álcool é um depressivo estranho, no começo, faz com que você se sinta bem. Pessoas que falam que álcool é gostoso provavelmente estão gostando dessas sensações iniciais. Mas o álcool não segue a regra "quanto mais melhor". Ao contrário, depois de certo ponto, mais álcool não fará com que se sinta melhor. E beber mais, faz com que ocorram coisas que você provavelmente gostaria de evitar. Paulo, apóstolo, nos exorta em I Coríntios 6:12 “Tudo me é permitido", mas nem tudo convém. "Tudo me é permitido, mas eu não deixarei que nada domine.” Por isso que além dos problemas físicos, tanto o álcool quanto as drogas trazem problemas espirituais e emocionais, são consideradas doenças, pela própria Organização Mundial de Saúde, e por isso as pessoas precisam ser tratadas, assim como as suas famílias. O processo de se aceitar que se tem alguém na família é doloroso, porém tenho atendido no consultório a vários pacientes e familiares que sabem o quanto essas dependências causam de problemas para toda a estrutura da família, pois alteram comportamento, e com isso geram dor e problemas emocionais, por isso é uma realidade difícil, porém o primeiro passo é aceitar ou assumir que isso é doença e que o indivíduo deve ser tratado, não adianta o discurso, porque na verdade a pessoa nunca acha que as drogas ou o álcool as dominam, acham que as controlam e por isso aquele velho discurso, foi à última vez. Hoje no Brasil vivemos uma epidemia causada pelas drogas e uma sutil que é a do álcool que é socialmente aceita, por isso é que diante deste quadro trágico que quero lhe trazer esperança, e ela brota através das bem-aventuranças, num programa chamado de Celebrando a Recuperação, onde se utiliza os 12 passos da AA mais os conceitos das bem aventuranças, a primeira coisa que se tem a fazer é buscar ajuda, e essa ajuda começa com Deus, os três primeiros passos deste programa revelam a sua base, o primeiro, “eu não posso, sou impotente diante desta situação”, o segundo, “Alguém pode e esse alguém é Deus”, o terceiro “Se eu tiver humildade e deixar”. Que possamos orar e ajudar a essas famílias que precisam de amor e de cuidado.



6/09/2012

SOU PASTOR


Realizo atos pastorais. Batizo, caso, oro pelos enfermos, visito pessoas, compartilho a Bíblia, celebro a eucaristia, faço velórios e ofícios fúnebres.
Sou um ser ser socialmente “irrelevante” que participo dos momentos mais relevantes das pessoas. Valho pouco para o mercado e para as macro estruturas, mas tenho um valor insubstituível para o cotidiano das gentes.
Gosto muito do que faço, especialmente porque não me acostumei a nada disso. Apesar de fazer geralmente a mesma coisa, cada ato tem vida e importância próprias, que têm o poder de me assustar e alumbrar.
Cada casamento que celebro, me lembra a mística cristã, onde um mais um é um. Um casamento é o primeiro passo na direção da formação de uma família e a família é a expressão mais característica da trindade, pessoas coexistindo de forma tão hamônica a ponto de parecerem um.
Maravilho-me ao batizar alguém. A primeira pessoa que batizei foi um jovem chamado Téo. Téo, Deus. O Deus que me batizou, convidando-me a batizá-lo. Ver alguém professando sua fé no Mestre, descendo às aguás e ressurgindo, como símbolo de morte e ressurreição, faz-me continuar crendo na possibilidade de qualquer pessoa, pela graça do Pai, ser transformada pela ação do Espírito.
Dividir o pão da ceia, servir o cálice, celebrar morte e vida, relembrar o sacrifício com alegria contida pela reverência diante de algo tão grandioso, apesar de singelo, renova minha fé naquele que se deu por mim sendo pão amassado e vinho derramado.
Visitar pessoas, orar com enfermos, compartilhar as Escrituras são o alimento de cada dia. As visitas presenteiam-me com as histórias que estão por detrás dos rostos. A oração pelo que sofre gera a compaixão que me aproxima ao ponto de dividir a dor. O compartilhar, alimenta ao que ouve e ao que fala enquanto a mesa está posta das Sagradas Letras.
“Encomendar” alguém que parte nos põe diante do mistério da morte, algo que nos assusta, nos violenta, tira de nós sem aviso prévio ou licensa àquele(a) que amamos. Sem a consciência da morte, não se dá o valor devido à vida. Sem a certeza de que ela, morte, não é detentora da última palavra, não se vive a esperança do porvir. Poder lembrar as pessoas disso, enquanto choramos juntos, é um privilégio sem igual em meio à dor.
É, sou pastor. A matéria prima de meu ofício é o solo sagrado dos corações das pessoas. Piso descalço, com extremo cuidado. Minhas ferramentas de trabalho são as Escrituras, as orações, os abraços, os ouvidos e a boca de vez em quando.
Sim, sou pastor. Um árduo ofício, tão árduo, quanto belo. Já pensei em desistir meia dúzia de vezes, mas não consegui. No começo, achei que tinha um chamado. Estava enganado. Não tenho um chamado, ele é que me tem.
Sou pastor.
Extraído do Blog do Pr Fabrício Cunha

6/04/2012

MUDANÇAS NA FAMÍLIA


Artigo que escrevi para o curso de pós-graduação em Terapia de Casais e da Família sobre o tema mudanças na família.



MUDANÇAS NA FAMÍLIA

            Quando olhamos ao redor podemos observar atentamente as mudanças estruturais de nossa sociedade, a começar pela família. É só olharmos a 30 anos atrás e veremos que muita coisa mudou na família, a começar na sua própria configuração original. A família tradicional como assim é chamada é formada de Pai, Mãe e filhos, sua base se dá através do papel que eles desempenham, cada um tem seu papel e deve executá-lo conforme o que está estabelecido.
            Nesta configuração podemos colocar o Homem ou Pai como o chefe da família, é um mediador da família com o meio externo, exerce a figura do provedor da casa. Já a mulher ou mãe, é a responsável por manter a unidade do grupo e zela para que tudo esteja no seu devido lugar, e os filhos deve obedecer à determinação deles.
            Analisando esta configuração já podemos observar que nos últimos 30 anos isto já mudou, podemos e devemos entender alguns fatores que ajudam a refletir sobre esta mudança, não podemos deixar de lado as próprias mudanças de nossa sociedade que nos remetem a entender ou enxergar aspectos fundamentais que norteiam a sociedade e sua própria cosmovisão.
            Vivendo sob a influência da sociedade pós-moderna a família é influenciada pelos valores relativistas desta sociedade, entendendo alguns aspectos como a morte do futuro, o prazer precisa se imediato, o desejo vire uma necessidade e o ter, ou melhor, parecer ter é a chave do sucesso.
            Com essa nova visão da vida temos então uma nova dinâmica pessoal e familiar que acaba atingindo diretamente nossos relacionamentos e perspectivas de vida, gerando assim famílias que vivem em um constante desafio, pois essa mudança de paradigma trás novos conceitos e novas maneiras de se encarar a dinâmica familiar.
            Por isso ao olharmos a sociedade de hoje não podemos e nem devemos interpretá-la de maneira simplista, precisamos sim olhar ao redor, através deste prisma, é evidente que isso nos remete a uma transição, porém se faz buscar um olhar para essa realidade de maneira correta, e para isso é necessário que olhemos para essa nova dinâmica.
            Portanto, entendo que neste primeiro momento o grande desafio da sociedade é entender o que está acontecendo, isso é um desafio, pois muitas vezes interpretamos a realidade á luz da nossa realidade familiar que na verdade está ligada ainda a um modelo que ainda existe, porém isso tem mudado e cada vez mais, e por isso encontramos famílias cada dia com uma configuração que não estávamos acostumados.
            Para que comecemos a entender o que isso representa é necessário entender algumas mudanças sociais que são chave para nosso entendimento. Com o advento da pílula anticoncepcional tivemos então a separação da sexualidade da reprodução, ou seja, o sexo pode e deve ser feito por prazer e não apenas para a reprodução.
            A mulher conquista o mercado de trabalho, e a partir daí temos uma guindada nos papéis familiares, pode-se observar que a dinâmica muda, a mulher não fica em casa para fazer os deveres domésticos, mais, passa a ajudar no orçamento.
            Essa configuração trás algumas alterações na dinâmica das famílias, a própria divisão de poder financeiro, tarefas domésticas, educação de filhos, temos ai alguns paradigmas quebrados, a sociedade passou a se adaptar a uma nova realidade de papeis, de mercado e de relacionamentos.
            Em relação aos relacionamentos podemos entender que o número de divórcio aumento pelo fato de que as mulheres tendo independência financeira passam a ter a “coragem” de se divorciar, pois não dependiam do homem para seu sustento e sustento da casa, passaram a enxergar o mundo de maneira diferente e com isso passaram a ter um olhar mais crítico.
            Essa nova relação e inovação de papeis em contrapartida, trás para mulher uma questão que é crucial, a criação de filhos, se no inicio desta nova realidade as crianças ficavam com as avós ou parentes, hoje elas são criadas por babas, creches ou escolas. Isso muitas vezes trás a mulher um peso de culpa já que não passam muito tempo próximo dos filhos.




            Esta configuração remete a muitas famílias que trazem este peso de culpa a ser permissiva e tratar os filhos como “Reis”, pois a filosofia é esta, se não passo tempo com meu filho tenho que compensa-lo de alguma forma. Vivemos hoje numa sociedade consumista, como já vimos às pessoas querem aparentar ter, e muito disso já vem sendo colocado na mente das crianças, já que os pais tentam suprir todas as necessidades dos filhos.
            Nossa sociedade atual tem tido uma tendência de mercado de terceirização, ou seja, eu passo o serviço para os outros, via de regra é isso que tem acontecido em nossa sociedade, os pais deixam a educação por conta da escola, gerando assim uma cobrança em cima da escola, ou seja, eu pago e meu filho deve ter uma boa educação.
            Diante desta situação podemos entender que ao invés de se buscar uma parceria entre escola e pais os pais tem delegado isso a escola, ou seja, o trabalho de colocar regras, limites, responsabilidades é delegado à escola e assim sendo cabe aos pais somente a parte de passear, dar presentes, pois a questão da culpa pela ausência deve ser suprida.
            Além do fator dos filhos serem o centro da família temos que levar em consideração o divórcio e o recasamento, com isso se perde a referência rígida dos papéis no casamento, por exemplo, um homem que se separa, deve ter de rever a sua perspectiva de pai de maneira diferente já que ou não está mais no dia a dia dos filhos ou deve educa-lo não mais contando com a presença da mãe no dia a dia.
            Podemos ainda pensar que dependendo da forma que ocorreu a separação às vezes o diálogo entre os pais é difícil, como muitas vezes acontece o recasamento de um ou de ambos que trazem consigo uma nova pessoa e em alguns casos de outros filhos, onde do dia para a noite se passa a conviver com novos “irmãos”.
            Essa nova dinâmica passa a interferir na dinâmica e nos papeis a serem desenvolvidos pelos pais e filhos, é até por isso que a rede familiar de parentes acaba diminuindo, dificilmente hoje em dia vemos famílias inteiras se reunido para o almoço de domingo, até porque a famosa foto familiar acaba mudando de tempos em tempos. As famílias acabam se reunido de maneira nuclear, pai, mãe e filhos, aquele negócio de tio, tia, primos e primas, só se encontram em casamento e estes cada vez mais raros e funerais.
            Acredito que nossa sociedade viva um tempo de relacionamentos banalizados, é só olharmos para os estágios que antecedem o casamento, antigamente era namorar (rápido), noivado e casamento, hoje nós temos o ficar, namorar, morar junto e talvez se casar.
            Vejo que essa isso demonstra a falta de compromisso em nossos relacionamentos, cada vez mais as pessoas vão tornando seus relacionamentos frágeis e sem vínculos duradouros, gerando assim uma sociedade onde os papeis acabam se fragilizando cada vez mais o que na verdade acaba gerando confusão.
            Dentre esta nova configuração podemos colocar o seguinte , a família tradicional sobre a qual já fizemos nossa colocação, a família reconstituída, aquelas que os pais trazem os filhos do primeiro casamento, onde podemos de fato verificar a fragilidade dos papeis, pois ela sai do básico da família tradicional e parte para um novo tipo de relacionamento como os padastro/madrastas e “irmãos” onde não se sabe de fato como deve ser o relacionamento, o como lhe dar como os conflitos e seus desdobramentos no relacionamento conjugal e o relacionamento com os filhos e com os filhos do outro, sabe-se que a acomodação destas coisas pode levar cerca de nove anos.









            Outro exemplo são as famílias monoparentais, onde apenas cuida do filho, ou por ser solteiro, ou por uma opção da chamada “produção independente”, ou até no caso da viuvez. Neste caso também temos o grande desafio de cuidado com os filhos e a dificuldade de lhe dar com o filho e sua vida pessoal, neste caso há um grande altruísmo em relação aos filhos, porém na idade adulta existe uma cobrança muito grande em relação ao que os pais sozinhos fizeram pelos filhos, já que carregaram sozinhos a criação, e isto lhes dá um certo álibi para cobrar os filhos pelo que fizeram por eles.
            Os filhos principalmente na idade adulta tem muita dificuldade em lhe dar com a cobrança, já que sempre são lembrados que foram criados com sacrifício, que o pai ou a mãe tiveram  que abrir mão de coisas pessoais para poder suprir necessidades, causando às vezes até certo tipo de problema quando os filhos casam e com isso criam uma nova família, gerando uma disputa entre o pai ou mãe e o cônjuge.
            Outro exemplo são as uniões consensuais onde o casal vive cada um na sua casa com seus filhos, não há formalidade, casamento formal, e cada um administra a sua própria casa, isto também gera uma visão de relacionamento muito superficial, pois pelo fato de cada um viver em sua casa pode se criar um ambiente sem compromisso, sem muito envolvimento, ou seja, pode se tornar um relacionamento frágil ou instável, onde se pode priorizar os filhos em detrimento ao relacionamento com o outro.
            Temos também os casais sem filhos por opção, tendem a levar o relacionamento sem a necessidade ou expectativa de ter filhos, isso tem se tornado comum por fatores econômicos pelo fato de se pensar na despesa ou no tempo que os filhos consomem, é importante ressaltar que somente quando isso se dá por consentimento mútuo é que funciona quando isso se dá de forma unilateral tende a criar frustração.
            Hoje também tem sido muito comum às famílias unipessoais, elas via de regra são pessoas que desejam viver uma vida só, inclusive as empresas estão se preocupando em satisfazer este mercado,  os próprios empreendimentos imobiliários tem olhado para este público.
            Temos também a família por associação que se dá pela necessidade ou proximidade, podemos detectar em grupos que vivem longe de casa como os imigrantes e também em grupos religiosos como as Igrejas que indivíduos partilham da mesma fé e por isso acabam pela necessidade e por valores em comum vivendo como uma família.
            Portanto estes exemplos nos mostram a realidade fundamental da família em nossa sociedade, por isso quem trabalha com família deve estar atendo a estas mudanças não podendo deixar de olhar as mudanças de nossa sociedade como um todo. Por isso aos profissionais cabe um vasto campo de trabalho, porém e em contrapartida é necessário estudarmos e nos avaliarmos diante de todos estes desafios.
            Por isso cabe a cada um de nós a busca pelo saber e entender essa realidade que hoje se vive, não podemos deixar de lado esta mudança, é preciso olhar para ela e procurar buscar a reflexão.


















5/21/2012

Características dos filhos de lares disfuncionais


Como filhos de lares disfuncionais, fazemos um esforço de adaptação, a fim de sobrevivermos em situações abusivas. Assim, desenvolvemos algumas características que nos trazem muitos problemas durante nossa vida:

1. Isolamo-nos e tememos pessoas e figuras de autoridade.

2. Procuramos constantemente aprovação e perdemos nossa identidade no processo

3. Temos medo de pessoas raivosas e de qualquer critica pessoal.

4. Ou nos tornamos alcoólatras, casamos com um – ou ambos – ou encontramos outra personalidade compulsiva como um trabalhador compulsivo para atender nossos sentimentos doentios de abandono.

5. Vivemos do ponto de vista de vítimas e somos atraídos por essa fraqueza em nosso amor e relacionamentos amistosos.

6. Temos um senso de responsabilidade extremamente desenvolvido e é mais fácil para nós ficarmos preocupados com outros antes de nós mesmos. Isso nos capacita a não olhar nossas faltas muito de perto.

7. Sentimos culpa quando prestamos atenção a nós em vez de atender a outros.

8. Tornamo-nos adictos (dependentes) a divertimentos.

9. Confundimos amor e piedade e tendemos a “amar” pessoas de quem possamos sentir pena e desejo de resgate.

10. Congelamos nossos sentimentos de nossa infância traumática e perdemos a habilidade de sentir ou expressar nossos sentimentos porque isso dói muito.

11. Julgamo-nos duramente e temos um senso de auto-estima muito baixo.

12. Temos uma personalidade dependente que se sente aterrorizada com a possibilidade de abandono. Faremos qualquer coisa para nos prendermos a relacionamentos insanos a fim de não nos sentirmos abandonados. Já passamos por essas dores vivendo com pessoas doentes que nunca estavam emocionalmente presentes para nós.

13. A disfuncionalidade em nossa família de origem nos afeta profundamente de modo que desenvolvemos características da doença mesmo que não a tenhamos.

14. Reagimos a situações problemáticas, e não agimos de modo a resolver os problemas.




Texto extraído do site do Celebrando a Recuperação, de autoria do Dr. Carlos Barcelos
http://www.celebrandoarecuperacaosp.com.br/